sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mensagem para as celulas, Agosto de 2014


Ministracao 1.

Celulas e a visão de cuidar das pessoas. 1 Pe. 5. 2.

Introdução:
O que aconteceu com a idéia de que todos os crentes são sacerdotes?
Pastorear significa tanto suprir as necessidades quanto cuidar das suas feridas, traumas e duvidas.

1) O Espirito Santo confiou a voce o ministério de cuidar.Cuidem das ovelhas. Cuide das pessoas que estão com voce.
2) cuide das ovelhas nao por obrigacao, mas de livre vontade. Nao faca nada de ma vontade, pois assim nao sera bem feito, faca com amor e gratidão a Deus.
3) cuide das pessoas sem intenção de lucrar. Há alguns que querem cuidar só de pessoas ricas ou ligadas a elite social. Jesus pregou para os pecadores e a eles deu atenção, pois os sãos nao precisam de médicos e sim os doentes. Mt. 9.12.
4) cuide das pessoas nao como dominador ou manipulador. A alegria do discipulador eh ver que seu discipulo nao precisa mais dele, já consegue caminhar com as próprias pernas e cuidar de outros.
5) cuide das pessoas com o desejo de servir. Quando servimos nos completamos, ensinamos pelo exemplo e constrangemos os discípulos a também servirem como foram servidos.

Conclusao: Você esta na visão, então Isso significa que voce tem uma missão maravilhosa, cuidar dos discípulos um a um. Então mãos a obra! 2014, o ano do discipulado um a um!

Ministracao 2

O Espirito Santo lhe estabeleceu como um modelo p os discípulos. 1 pe. 5. 3.

introdução: há um provérbio popular que diz: "as palavras movem, mas o exemplo arrasta". A forca do testemunho e exemplo pessoal eh fundamental no discipulado um a um.

1) O líder dominador nao pode ser exemplo. Eh aquele que concentra tudo em si com medo de perder o poder, sua arrogância e soberba oprime o mais simples e humilde. Por orgulho quer fazer dos discípulos seres sem alma, subservientes. Há uma grande diferença entre ser servo e ser servil. Queremos uma geração de servos com autenticidade e auto estima curada e nao manipulados, sob a opressão de um ditador.

2) O líder invejoso nao pode ser exemplo. Quando o Espirito Santo desceu sobre os 70 no deserto, dois deles passaram a profetizar desde o arraial, os discípulos de Moisés pediram q os repreendesse, mas Moisés nao aceitou o argumento da inveja e disse: "quero que todo o Israel profetize". E nao apenas uma elite.

3) o líder acomodado nao pode ser um exemplo. A célula e o discipulado nao pode ser conduzido por "um boi cansado na frente da carroça". Tem que ser um lider dinâmico, animado, visionário, humilde e trabalhador. Se o discipulador nao se dispor a discipular, como o discípulo vai se levantar?

4) o lider eh um exemplo:
Quando eh o primeiro a se dispor. Em consolidar, em se levantar, em dar a oferta do valente, em vender cotas, etc.
Quando eh o primeiro a chegar e o ultimo a sair. Disponibilidade.
Quando vive o que prega.
Quando ama as ovelhas a ele confiadas.

Conclusão: seja um exemplo no discipulado um a um que vai dar certo e o resultado sera rápido e maravilhoso.

Ministracao 3.

O "cuidar" na visão. I Ts. 2.7

Introdução. Cuidar e discipular são duas coisas diferentes. Cuidar eh pastorear e nutrir individualmente o discipulo. Discipular eh ensinar e unir as ovelhas na célula, geração e igreja. O pastorado equilibrado ocorre quando o cuidado e o discipulado tem a mesma ênfase na célula.

1) Cuidado emergencial: reação imediata na crise. Gl. 6.2 " levar o fardo um dos outros".
Ex. Um irmão sofreu um acidente e fez duas ligações: uma para o samu e outra para o líder da célula. A célula foi a primeira a chegar.

2) Cuidado como reabilitação. Há lideres que tem prazer em disciplinar, ler a lista de disciplina, faz uma oração insensível, depois abandona o discípulo a própria sorte e acha que fez tudo. O cuidar eh uma atenção prolongada depois da crise, acompanhar diariamente a recuperação.

3) Cuidado a longo prazo. Apoio para toda a vida. Há pessoas que precisam de um cuidado constante e especial. Ex. As viuvas judias de fala grega (átos. 6.3) e os Viciados em drogas. Porem, saiba que devemos ajudar a carregar as pedras pesadas (fardos) mas cada um deve carregar a própria mochila (carga).

4) O cuidado pastoral mutuo. Qualidade de vida espiritual.
O visão celular eh uma experiência de comunidade e apoio mutuo, e nao de liderança solitária de um grande rebanho. O ministerio mutuo eh a única maneira de uma célula viver tanto o cuidar quanto o discipular.

Conclusão. Envolva se em cuidar e discipular. Assim como um recem nascido precisa de cuidados, assim também o novo discipulo. Vamos cuidar.


Ministracao 4.

O DISCIPULAR, 1 Tess. 2.10.

Introdução: Diferente de cuidar, discipular ocorre em uma certa distancia entre discipulo e discipulador. Eis algumas características do que eh discipular:

1) eh servir intencionalmente de modelo.
Ap. Paulo: "sede meus imitadores...". 1 Co. 11.1.
Em 2 ts. 3.9 Paulo, Silas e Timóteo se sustentariam fazendo tendas " p que nos tornássemos um modelo p ser imitado por vocês.
"eh necessário vida convertida para converter vidas".

2) eh pastorear intencionalmente. Alimentar periódicamente todo o rebanho na célula ou geração.

3)Eh viver a visão nas celulas. A visão da catedral Canaa: "ser um referencial profético do Reino de Deus, transformando pessoas nao religiosas em seguidores de Cristo comprometidos".

4) Eh ensinar o discípulo a ser um mordomo fiel da obra de Deus. E despenseiros da sua multiforme graça.

Conclusão: eh necessário equilibrar cuidar e discipular para que a visão cresça levando o evangelho todo, para o homem todo, todos os dias e em todos os lugares.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

AS MOSCAS DA PRAÇA PÚBLICA – Friedrich Nietzsche



“Refugia-te, meu amigo, em tua solidão! Vejo-te aturdido pelo ruído dos grandes homens, e crivado pelos aguilhões dos pequenos.

Dignamente, contigo, sabem calar os bosques e as penhas. Assemelha-te de novo à tua árvore querida, à árvore de ampla ramagem, que escuta silenciosa, suspensa acima do mar.

Onde cessa essa solidão, começa a praça pública, e onde começa a praça pública, começa também o ruído dos grandes cômicos e o zumbido das moscas venenosas.

No mundo, as melhores coisas não valem nada sem alguém que as represente; grandes homens chama o povo a esses atores.

O povo mal compreende o que é grande, quer dizer, o que é criador. Mas tem um sentido para todos os atores e cômicos das grandes causas.

Ao redor dos inventores de valores novos gira o mundo; gira invisivelmente. Mas ao redor dos atores giram o povo e a glória; assim ‘o mundo marcha’.

Espírito tem o cômico, mas pouca consciência do espírito. Crê sempre naquilo pelo qual faz crer mais energicamente – crer em si mesmo.

Amanhã terá uma nova fé e depois de amanhã outra mais nova. Possui percepções rápidas como o povo, e intuições variáveis.

Derrubar: a isso chama demonstrar. Tornar-se louco: a isso chama convencer. E o sangue é aos seus olhos o melhor dos argumentos.

Chama mentira e nada a uma verdade que só penetra nos ouvidos delicados. Na verdade, só acredita nos deuses que fazem muito ruído no mundo.

Cheia de truões ensurdecedores está a praça pública e o povo se vangloria de seus grandes homens. São para ele os ‘homens da hora’.

Mas o momento os oprime, e eles oprimem a ti, e te exigem um sim ou um não. Desgraçado! Queres colocar-te entre um pró e um contra?

Não invejes esses espíritos opressivos e absolutos, ó amante da verdade! Jamais a verdade se entregou nos braços dos intransigentes.

Volve ao teu asilo, longe dessa gente tumultuosa; é só na praça pública que vos assediam para arrancar-vos ‘um sim ou um não?’.

Lenta é a vida das fontes profundas; têm de esperar por muito tempo antes de saber o que caiu em sua profundidade.

Tudo quanto é grande passa longe da praça pública e do renome. Longe da praça pública e do renome viveram sempre os descobridores de valores novos.

Refugia-te, amigo, em tua solidão; vejo-te crivado por moscas venenosas. Foge para onde sopra o vento rijo.

Refugia-te em tua solidão! Viverás demasiadamente próximo dos pequenos e dos míseros. Afasta-te de sua vingança invisível! Tem para ti apenas um sentimento, o rancor.

Não levantes mais o braço contra eles! São inumeráveis, e não é teu destino ser enxota-moscas.

Inumeráveis são esses pequenos e míseros; e altivos edifícios se viram destruídos por gotas de chuva e ervas daninhas.

Tu não és pedra, mas já te fenderam muitas gotas. E muitas gotas acabarão por fender-te, e por arrebentar-te em pedaços.

Vejo-te fatigado pelas moscas venenosas, vejo-te arranhado e ensanguentado em cem pontos, e teu orgulho desdenha até de encolerizar-se.

Sangue desejariam elas de ti em sua maior inocência; suas almas anêmicas reclamam sangue, e picam com a maior inocência.

Mas tu que és profundo, sentes profundamente até as pequenas feridas, e antes de curar-te, corria já pela tua mão a mesma vermina venenosa.

Pareces-me demasiado altivo para matar a esses gulosos. Mas cuida que não seja o teu destino suportar toda a sua venenosa injustiça!

Também zumbem à tua volta: mesmo quando te louvam seus louvores são pura importunação. O que querem é estar próximos de tua carne e de teu sangue.

Adulam-te como se adula a um deus ou a um diabo; choramingam ante ti como diante de um deus ou de um diabo. Que importa! São aduladores e choramingas, e nada mais.

Também costumam fazer-se amáveis contigo. Mas essa foi sempre a astúcia dos covardes. Sim; os covardes são astutos!

Pensam muito em ti com alma mesquinha. Tu és sempre suspeitoso! Tudo o que dá muito que pensar se torna suspeitoso.

Castigam-te por tuas virtudes. Não te perdoam, na verdade, senão as tuas faltas.

Como tu és benévolo e justo, dizes: ‘São inocentes da pequenez de sua existência’. Mas as suas almas estreitas pensam: ‘Toda a grande existência é culpada’.

Embora sejas benévolo para com eles, consideram-se ainda desprezados por ti, e te pagam os benefícios com ações dissimuladas.

Teu orgulho sem frases sempre os desgosta, e se alvorotam toda vez que és bastante modesto para ser vaidoso.

O que reconhecemos no homem é o que nele também atiçamos. Guarda-te, pois, dos pequenos!

Em tua presença, sentem-se pequenos, e sua baixeza arde em invisível vingança contra ti.

Não notaste como costumam bruscamente emudecer quando deles te aproximas, e parece que as forças os abandonam como o fumo abandona um fogo que se apaga?

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Filosofia... Direito... Pitadas

Para intérpretes do direito mais afeitos às ideias kantianas, só o que importa é fazer justiçaSe o poupador tem razão em seu pleito, deve ser atendido, não importando os resultados. "Fiat iustitia, pereat mundus" (faça-se justiça, mesmo que o mundo pereça), escreveu o filósofo alemão.

Receio, entretanto, que não possamos abraçar tão alegremente os postulados kantianos. Sistemas judiciários, principalmente quando tratam de temas de repercussão geral, precisam de pitadas de consequencialismo. Se é verdade que o reconhecimento de perdas na poupança teria um grande impacto negativo para a economia, o STF não pode se dar ao luxo de ignorar esse aspecto (o que não implica que juízes devam julgar olhando só para os resultados).

A pergunta, no fundo, é o que caracteriza uma nação: o passado comum, como queriam os românticos, ou a vontade de construir um futuro, como advogava o filósofo francês Ernest Renan? Creio que as sociedades que apostam na segunda fórmula tendem a ser mais dinâmicas.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O MARTIRIO DOS APOSTOLOS, VALENTES DE DEUS DO NOVO TESTAMENTO!

As historias a seguir são verídicas e revelam a enorme coragem dos primeiros apóstolos, que se deparavam com a morte cruel todos os dias apenas para crer em Jesus e anunciar seu Reino. Todos morreram de forma terrível, tiveram mortes cruéis simplesmente porque creram e anunciaram a mensagem do evangelho. TIAGO, irmão de Joao e filho de Zebedeu e Salomé. Foi arrastado pelas ruas como um pedaço de lixo a ser descartado. Um dos soldados Romanos se colocou de joelhos e pediu perdão a Tiago., que também começou a chorar, pedindo-lhe permissão para entrar no Reino de Deus. - Tiago, rápido me diga o que fazer? - “apenas creia no Senhor Jesus e serás salvo – exclamou Tiago enquanto a sua cabeça estava sendo posicionada no bloco do executor. PEDRO Foi de modo maldoso, condenado e lançado na infame Prisao Mamertina, em Roma. A Mamertina era uma camara profunda e escura, lavrada em rocha solida, formada por duas camaras, uma em cima da outra. Uma fenda estreita no teto fornecia o único acesso e luz à camara de cima. A camara inferior, conhecida como a “cela da morte”, ficava em completa escuridão – e nunca era limpa. Um mal cheiro terrível enchia a prisão, chegando a envenenar de maneira fatal muitos prisioneiros. No “vívido inferno”de Mamertina, Pedro foi acorrentado de pé a um poste, em uma posição fisicamente exaustiva que não permitia que ele se reclinasse. Ali, sozinho, chafurdando-se na imundície, em completa escuridão. Pedro aguardou a sua morte durante nove longos meses – a monotonia só era interrompida por períodos de intensa tortura. Tudo o que Pedro tinha a fazer para ser liberto era renunciar a Jesus. Mas o evangelho se divulgava cada vez mais enquanto Nero continuava a edificar sua reinvindicaçao pessoal como inimigo de Deus. Um dia, no ano 67, Pedro foi conduzido até o circo de Nero para ser executado. Ali o apostolo solicitou que fosse crucificado de cabeça para baixo, pois não se achava digno de ser crucificado na mesma posição que seu Senhor Jesus Cristo. Os romanos sarcásticos concederam o seu pedido. Enquanto Pedro era conduzido para ser crucificado, ele olhou para a sua mulher, que igualmente estava sendo conduzida para ser executada. Em seu livro A Historia da Igreja, Eusébio cita as ultimas palavras de estimulo de Pedro a sua mulher: “ó, lembra-te do Senhor!”. Certamente Pedro conhecia a veracidade da ressurreição. Será que Pedro e sua mulher passariam por tamanho sofrimento por causa de uma mentira pantente? ANDRE Foi crucificado em uma cruz em forma de X, e não em uma cruz semelhante a do Senhor Jesus. Andre sofreu torturas antes de sua execução. Em vez de ser pregado na cruz, como os outros, Andre foi amarrado a fim de prolongar o seu sofrimento. Hora após hora suportou dor e humilhação extremas, enquanto era exposto sem roupa. Mesmo assim, durante esse período, ele exortou os cristãos e outros expectadores, louvando a Deus. A sua tortura continuou por dois dias até que finalmente sucumbiu à morte no ultimo dia de novembro, por volta do ano 69. Suas ultimas palavras foram: “aceite-me é, Oh Cristo Jesus, a quem eu amo, e de quem sou; aceite o meu espírito em Teu Reino eterno”. TOMÉ Adeptos de uma seita Hindu se tornaram invejosos do sucesso missionário na India e tramaram mata-lo. Uma dia Tomé estava em profunda oração em uma caverna nas encostas do monte Antenodur, na India, quando os brahmins o atacaram, o torturaram, feriram o seu lado com uma lança e então fugiram. Tomé saiu da caverna agonizando e se arrastou subindo a encosta, onde morreu. MATEUS Foi condenado pelo Sinedrio e foi preso em um tronco no chão e decapitado por causa de sua fé, por volta do ano 60. FILIPE Foi martirizado com a idade de 87 anos na cidade de Hierápolis na Frigia. Sacerdotes pagãos o crucificaram de cabeça para baixo e que o pregaram na cruz perfurando as suas coxas. Ele foi então apedrejado enquanto estava pendurado na cruz. Antes de entregar o seu espírito ele orou pelos seus inimigos como fez Jesus. SIMAO, O ZELOTE Na pérsia, Simao acabou sendo serrado em dois por pregar a ressurreição de Jesus. PAULO Passou muito tempo na prisão em Roma e no ano 66 Nero o condenou a morte e mandou decapita-lo. MATIAS Foi apedrejado e decapitado. MARCOS Foi decapitado. BARNABE Morto a pedradas pelos judeus. JOAO Foi o único dos 12 que morreu de morte natural, mas foi exilado por sua fé em Cristo. TIAGO, o irmão de Jesus Foi apedrejado até a morte. Natanael Foi preso, torturado e decapitado no ano 68.

FESTA DE NATAL, ARTIGO HISTORICO!

“Celebremos a festa, não com o velho fermento” (1 Co. 5.8) “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS”(Rom. 12.2). Dialogando com pastores que tem responsabilidade Biblica resolvi exercer a indignaçao profética e me manifestar sobre o natal. Não pretendo com isso milindrar a consciência de ninguém, mas ofereço essa contribuição visando o bem da obra do Senhor nosso Deus. Examinando textos históricos chegamos a conclusão que até o século 3 a igreja viveu uma vida inteiramente contraria ao espírito e a tendência do mundo. Até mesmo algumas festas judaicas eram completamente estranhas e impraticáveis na igreja crista nos dias do apostolo Paulo (cl. 2.16), muito embora os judeus crentes as comemorassem. A verdadeira festa da Igreja Primitiva era o gozo no espirito aos pés de Jesus Cristo pela ação do Espirito Santo. Os árduos e contínuos sofrimentos e perseguições aos cristãos, não os abateu; pelo contrario, eles regozijavam-se por serem considerados dignos de sofrerem pelo nome de Jesus, (At. 5.41). O gozo do céu dominava os corações e a cançao dos crentes era a oraçao ao Deus da salvação; a vida da igreja vibrava pelos testemunhos vividos dos salvos. Porem, com o decorrer dos tempos, após a era apostólica, algo estranho entrou no seio da igreja, especialmente no século áureo da igreja, o século 3, quando a mesma saiu das cavernas e das perseguições para salões, sim, para os salões luxuosos e cheios de pompas. Passou então a ser a senhora dominadora... Nessa época, inúmeros costumes estranhos do paganismo entraram e ficaram na Igreja, o que muito prejudicou a pureza crista doutrinaria. Foi então que entrou, também, a festa chamada NATAL! Entrou sem apoio na Biblia e sem autoridade histórica que provasse ser o dia 25 de Dezembro a data do nascimento de Cristo. Entre os mais eminentes depois dos apóstolos, temos Crisóstomos, Irineu e Tertuliano, e nenhum deles faz alusão ao dia 25 de Dezembro como sendo o nascimento de Cristo. Esse dia já era conhecido entre os pagãos como festa do deus Sol, o que encontrou lugar para dedicarem ao Sol da justiça – Jesus, baseado em Malaquias; para agradar os pagãos. Desde então, para muitos, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, o natal do menino Deus. Mas isso não seria nada, se ficasse somente em questão da data. Entretanto, infelizmente, não parou aí a comemoração do natal, mas cresceu e tomou vulto... Hoje é a festa dos banquetes profanos e da glutonaria, festa de proclamação de falsas virtudes e também de programas comercias. Tudo isso, dizem: “é o natal de Jesus!”. Nesse dia, alguns exploram em nome da caridade, para abafar a voz da consciência pecaminosa, a necessidade alheia, repartindo entre os necessitados, mum espírito pedante e vaidoso, que o que lhes sobra e não faz falta. Porem, há coisas ainda mais graves. Alem disso tudo. Sorrateiramente outros costumes tem entrado nas igrejas, tomando assento nos púlpitos, lugar consagrado a pregação do evangelho. Alias, toda igreja é local santo onde de maneira alguma deveria haver festas em forma teatral. E chamam a tudo isso festa do natal. Será isso festa do natal de Jesus Cristo, onde aparecem os personagens bíblicos tais como: Maria, mãe de Jesus, Maria Madalena, os pastores com nomes fictícios, os reis magos, o rei Herodes, Judas Iscariotes, anjos e satanás, enfim, umas mistura que nada tem de verdade Biblica? Fazem presépios, armam-se arvores de Natal e mil coisas mais e, por fim, dizem: tivemos uma boa e animada festa de natal. Quando os que não sentem temor a Deus aplaudem essas representações e pantomimas ingênuas, o Senhor e o Espirito Santo, afastam-se deixando o recinto sagrado e os crentes não veem. Infelizmente, alguns até choram de comoção, e outros, cheios de entusiasmo, recitam sem que haja alguém como Ezequiel ou Jeremias, que brade a porta do templo para os despertar pedindo misericórdia e perdão por toda essa profanação! A festa do Natal não deve ser outra coisa senão um culto, onde crianças possam recitar trechos Biblicos e a juventude inteiramente dirigida pelo Espirito Santo, possa participar ativamente no culto, falando das reais bênçãos dos Ceus, pela salvação em Cristo, e os adultos louvem a Deus por essa data feliz. Oh que Deus nos ajude a lutar e vencer nesse sentido em nome de Jesus Cristo. Amem. JOAO JOAQUIM DE OLIVEIRA, MAIO/ 1953 Mensageiro da paz. Em seus 47 anos de ministério ininterrupto, percorreu inúmeras cidades do pais ministrando estudos bíblicos. Por mais de 20 anos, desde 1953, foi um dos comentaristas da revista Licoes Biblicas. Teve algumas de suas obras publicadas pela CPAD. Por 20 anos foi professor do Instituto Biblico das Assembleias de Deus. Chegou a morrer, mas milagrosamente ressuscitou e a partir de então passou a exercer com mais vigor ainda o ministério da palavra.

sábado, 16 de novembro de 2013

Aleluia! Mensaleiros na cadeia!

Achei que nunca iria testemunhar esses fatos:
Carros importados, de luxo, no pátio das delegacias, conduzindo seus proprietários para a cadeia. Banqueiros, ministros de Estado, políticos e presidentes do partido que governa o pais, sendo conduzidos por agentes da policia federal para cumprirem pena por corrupção, lavagem de dinheiro, trafico de influencia e evasão de divisas, impostas pelo STF, com a observância do devido processo legal, ampla defesa e contraditório.
O mensalão, esquema de compra de votos e apoio de políticos para a manutenção do projeto de poder petista, foi o maior escândalo de corrupção da história política deste pais. Instalou se no palácio do planalto uma "sofisticada organização criminosa" para estabelecer a negociata sórdida na pratica política. Socialistas, que com o punho cerrado se diziam idealistas em favor dos pobres, mostraram se na verdade, corruptos maquiavélicos e opressores do povo que neles confiou.
Obvio que tais praticas existiam antes, porem, no mensalão, foi sistematizada, aperfeiçoada e implementada com cálculos e estratégias dignas dos grandes negócios. A política que deve servir ao Estado, passou a servir se do Estado, as custas da miséria e ignorância de um povo sofrido e sem oportunidades.
Porem, os larápios nao perceberam que a democracia brasileira, mesmo engatinhando, construíra cidadãos de bem, valentes, que se indignam e se levantam contra os gafanhotos da corrupção que assola as lavouras institucionais desse pais.
Foi o caso do ministro Joaquim Barbosa, o homem certo, na hora certa da história, com a visão certa. Relator do julgamento do mensalão no STF e, por bendita coincidência, presidente daquela corte no momento decisivo. Nao dobrou se a forca manipuladora da presidente Dilma/Lula para (tendo como porta voz o min. Lewandowisky) inocentar os "companheiros" que são os "testas de ferro" do sistema petista de governar, meros "representantes" de outros que foram poupados. Antes, manteve se firme em sua missão histórica, como um filho da classe pobre, negro, que com méritos próprios e dedicação aos estudos galgou o mais alto posto do judiciário brasileiro. Conduziu a ação penal com coragem e devolveu todos os anos de miséria, discriminação e sujeição de séculos nesse pais, na justa moeda contra os donos do poder.
No dia da proclamação da republica alguns dos mais destacados réus do mensalão são recolhidos a cadeia. Grande momento para celebrarmos o sentimento republicano no Brasil! Republica significa coisa publica, nao coisa própria, causa própria... aleluia! A Deus salve o Brasil!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sou uma espécie de "Cronopio".


Investi algumas horas relendo "historias de cronopios e de famas", do escritor franco-argentino Julio Cortazar. Revendo o que poderia ser melhor para manter a chama dos sonhos acesa.

O que é cronópio? Essa foi a pergunta que fiz a mim mesma quando li essa palavra em algum texto que não me lembro qual foi, nem quando foi... Fiquei curiosa para descobrir seu significado, e ao pesquisar percebi que eu me identificava com sua definição... Acredito que os cronópios possuem uma visão diferente do mundo, são aqueles que sonham demais, amam demais, criam demais, viajam demais e se iludem demais. Iludem-se por optarem pelo lado subjetivo das coisas e que por isso acabam não vendo maldade em nada... São aqueles que preferem ver por de trás da superfície, que muitas vezes fecham os olhos para sentir e escutam a voz do coração como ninguém.

"Cronópios são uns serezinhos duvidosos inventados por Julio Cortázar, escritor argentino, para reproduzir certos traços humanos muito freqüentes nas pessoas boas, ingênuas, irresponsáveis, alegres, sensíveis, temerárias, atrapalhadas, vacilantes, barrocas, amáveis. Se a pessoa se encaixar nestes traços, é um cronópio."

Cronópio – não é difícil ver que essa palavra se compõe da justaposição de dois vocábulos gregos: chrónos (tempo) e ópion** (a substância da famosa papoula, capaz de deixar a pessoa em estado de euforia seguido de um sono onírico). — Assim, penso que não ficaria mal se definíssemos os cronópios como seres entorpecidos pelo sentimento do tempo.

Um trecho do livro de Cortázar, Histórias de cronópios e de famas, explicaria melhor o seu significado:

"Um cronópio pequenininho procurava a chave da porta da rua na mesa-de-cabeceira, a mesa-de-cabeceira no quarto de dormir, o quarto de dormir na casa, a casa na rua. Por aqui parava o cronópio, pois para sair à rua precisava da chave da porta."

"Pois assim são os cronópios. Quando se põem a cantar suas canções preferidas, ficam tão empolgados que freqüentemente se deixam atropelar por caminhões e ciclistas. Ao contrário dos famas, que são práticos e calculistas, os cronópios são desordenados e líricos. Se saem de viagem, sempre encontram os hotéis cheios, perdem todos os trens, a chuva cai sem parar e os táxis se recusam a transportá-los porque estão tremendamente molhados. Mesmo assim, à noite, dizem-se com alegria: “Que bela cidade, que cidade belíssima”. Depois de dormir e sonhar que foram convidados para grandes festas naquela cidade, levantam-se contentíssimos no dia seguinte, pois é assim que os cronópios viajam."